O social commerce vem crescendo de forma acelerada no Brasil e transformando toda a forma como os consumidores descobrem e compram produtos online. Uma pesquisa recente mostra que quatro em cada dez brasileiros já fizeram compras diretamente por redes sociais ou ao vivo em lives, consolidando esse modelo como uma das tendências mais relevantes para o comércio digital em 2025 e 2026.
Esse movimento representa uma mudança significativa no comportamento do consumidor e indica que as redes sociais deixaram definitivamente de ser apenas canais de conteúdo e relacionamento. Agora, elas também se tornaram verdadeiras vitrines de vendas interativas, capazes de converter interesse em compra com rapidez e eficácia.
O que diz a pesquisa sobre a adoção do social commerce no Brasil
De acordo com os dados levantados, cerca de 40% dos consumidores brasileiros já realizaram compras por meio de plataformas sociais como Instagram, TikTok e Facebook. Embora esse número seja expressivo, ele também revela que ainda existe um grande espaço para crescimento.
A pesquisa aponta que aproximadamente 60,8% dos entrevistados ainda não compraram por redes sociais. Isso indica que o social commerce ainda está em processo de amadurecimento, mas apresenta uma curva de adoção consistente e com grande potencial de expansão nos próximos anos.
Principais plataformas utilizadas para compras por redes sociais
Entre as plataformas mais utilizadas para compras via redes sociais no Brasil, o Instagram aparece como líder absoluto. Aproximadamente 47% das transações de social commerce acontecem dentro da plataforma, impulsionadas principalmente por conteúdos visuais, stories, reels e links diretos para compra.
O TikTok ocupa a segunda posição, com cerca de 16% das compras, impulsionado pelo crescimento de vídeos curtos, lives de vendas e pelo TikTok Creative Center, que ajuda marcas a identificar tendências de conteúdo que convertem.
O Facebook ainda mantém relevância, representando aproximadamente 14% das compras realizadas via redes sociais, principalmente entre públicos que já utilizam a plataforma há mais tempo.
Categorias de produtos que mais vendem no social commerce
A pesquisa também revela quais são os segmentos que mais se destacam nas compras por redes sociais no Brasil. Moda e acessórios lideram com 25,7% das vendas, seguidos por beleza e cuidados pessoais, com 21,8%.
Produtos para casa e eletrônicos também aparecem com força, representando cerca de 27% das compras. Esses segmentos se beneficiam diretamente do formato visual e da possibilidade de demonstração prática, o que aumenta a confiança do consumidor no momento da compra.
O que motiva o consumidor a comprar pelas redes sociais

Entre os principais fatores que incentivam os consumidores a comprar por redes sociais, o preço aparece como o maior motivador. Cerca de 30% dos entrevistados afirmam que preços mais baixos influenciam diretamente sua decisão.
Promoções exclusivas, descontos temporários e brindes também são fatores decisivos para aproximadamente 25% dos consumidores. Isso mostra que o social commerce funciona muito bem quando combinado com estratégias de urgência e benefícios claros.
Barreiras que ainda limitam o crescimento do social commerce
Apesar do crescimento acelerado, alguns fatores ainda geram resistência por parte dos consumidores. O principal deles é o receio em relação aos prazos de entrega, citado por cerca de 22% dos entrevistados.
A falta de confiança no vendedor também aparece como uma barreira importante, mencionada por 19% dos consumidores. Além disso, 11% afirmam que deixam de comprar por falta de informações claras e completas sobre os produtos.
Esses dados reforçam a importância de uma operação estruturada, com transparência, provas sociais, políticas claras de entrega e comunicação objetiva.
A força dos grandes varejistas e do modelo híbrido
Mesmo com o crescimento do social commerce, grandes plataformas de e-commerce continuam sendo vistas como canais de alta confiança. Marketplaces consolidados como Magazine Luiza, Mercado Livre, Amazon, Shopee e Casas Bahia seguem relevantes para grande parte dos consumidores brasileiros.
As lojas físicas também mantêm sua importância, especialmente para quem valoriza a experiência presencial, a possibilidade de ver o produto pessoalmente e a compra imediata. Esse cenário mostra que o consumidor brasileiro transita entre diferentes canais e valoriza experiências integradas.
Por que o social commerce é estratégico para quem vende online
Para quem atua com dropshipping, e-commerce próprio ou marketplaces, o avanço do social commerce representa uma oportunidade estratégica clara. As redes sociais encurtam o caminho entre descoberta e compra, reduzem a fricção e aumentam o potencial de conversão.
Além disso, o social commerce permite que conteúdo, autoridade e vendas caminhem juntos. Vídeos curtos, lives, depoimentos reais e demonstrações práticas tendem a gerar mais confiança do que páginas de venda tradicionais isoladas.
Conclusão
O Brasil está avançando rapidamente na adoção do social commerce. O crescimento das compras por redes sociais demonstra que o consumidor está cada vez mais aberto a novos formatos de compra, desde que encontre segurança, clareza e boas ofertas.
Para quem deseja vender mais no digital, entender e aplicar estratégias de social commerce deixou de ser opcional. É um movimento estrutural que tende a ganhar ainda mais força nos próximos anos.
Na Uni3Cliques, o foco é preparar empreendedores para esse novo cenário, ajudando a transformar tendências em estratégias práticas, sustentáveis e lucrativas.