O Magazine Luiza acaba de dar mais um passo que reforça uma das maiores tendências do comércio eletrônico: vender em vários marketplaces deixou de ser apenas uma alternativa e se tornou parte da estratégia de crescimento dos grandes varejistas.
Depois de fechar acordos com AliExpress, Amazon e Mercado Livre, o Magalu começou a vender produtos do próprio estoque na Shopee. A operação inclui itens das marcas Magazine Luiza e KaBuM!, abrangendo categorias como eletrodomésticos, eletrônicos, móveis, games e informática.
As vendas começaram em 15 de outubro, com os produtos disponíveis na seção de Lojas Oficiais da Shopee. As entregas serão realizadas pela Magalog, operadora logística do grupo.
Mas a notícia vai além de uma nova parceria comercial.
Se uma empresa do tamanho do Magalu está buscando consumidores na Amazon, no Mercado Livre e na Shopee, existe uma lição importante para quem quer começar a vender online: você não precisa depender de um único canal para encontrar clientes.
E essa estratégia merece atenção especial às vésperas da Black Friday.
Por que o Magalu está vendendo na Shopee, Amazon e Mercado Livre?

A decisão faz parte de um novo ciclo estratégico do Magazine Luiza, que pretende acelerar as vendas de seu estoque próprio por meio de marketplaces parceiros.
A lógica é relativamente simples: em vez de depender exclusivamente do tráfego de seus próprios canais, a companhia passa a aproveitar a audiência que já existe em outras plataformas.
A parceria com a Shopee segue acordos anteriores com o AliExpress, em outubro de 2024, a Amazon, em junho de 2026, e o Mercado Livre, em setembro de 2026.
Segundo Fabrício Garcia, vice-presidente comercial e de operações do Magalu, a estratégia busca ampliar o alcance da empresa e aumentar as vendas de maneira rentável.
Os acordos seguem três condições: rentabilidade positiva, reciprocidade comercial e ausência de exclusividade.
Isso significa que o Magalu não está simplesmente abandonando seus canais próprios. Está ampliando sua presença para alcançar consumidores que compram em outros ambientes digitais.
A lição é clara: quando existe público em diferentes plataformas, limitar as vendas a apenas uma delas pode significar deixar oportunidades na mesa.
Shopee oferece acesso a cerca de 90 milhões de brasileiros
Um dos principais atrativos da parceria é o alcance da Shopee.
A plataforma afirma ser acessada mensalmente por aproximadamente 90 milhões de brasileiros, oferecendo ao Magalu uma oportunidade de apresentar seus produtos a consumidores que já utilizam o marketplace para pesquisar e comprar.
Além da audiência, existe outro diferencial: o social commerce.
A Shopee possui recursos como Shopee Lives, Shopee Vídeos e um ecossistema com mais de 10 milhões de criadores de conteúdo e afiliados no Brasil, segundo os dados divulgados pela empresa.
Esses recursos permitem explorar diferentes caminhos para apresentar produtos, gerar interesse e estimular compras.
Um eletrodoméstico pode ser descoberto em uma transmissão ao vivo. Um acessório de informática pode aparecer em um vídeo demonstrativo. Um produto pode ser recomendado por um afiliado e chegar a um consumidor que ainda não conhecia a marca.
Essa combinação aproxima conteúdo, descoberta e venda.
Para quem trabalha com e-commerce, a mensagem é importante: marketplaces não são apenas vitrines digitais. Eles também são canais de aquisição de clientes.
O Magalu quer estar onde o consumidor compra

A estratégia também fortalece a presença da Shopee em categorias de maior valor, como eletrodomésticos, eletrônicos e móveis.
O portfólio inclui produtos do Magazine Luiza e da KaBuM!, marca conhecida por sua atuação nos segmentos de games e informática.
Para a Shopee, receber um grande varejista amplia a oferta disponível e ajuda a diversificar as opções para seus consumidores.
Para o Magalu, significa utilizar a estrutura de audiência de outro marketplace para ampliar o alcance de seus produtos.
É uma relação em que os dois lados procuram aproveitar vantagens complementares.
A Shopee oferece acesso a consumidores e ferramentas comerciais. O Magalu leva seu catálogo, suas marcas e sua estrutura de operação.
Esse tipo de parceria demonstra como o comércio eletrônico está se tornando cada vez mais integrado.
A logística também faz parte da estratégia
Vender em diferentes canais exige mais do que publicar produtos.
É necessário processar pedidos, organizar estoques, cumprir prazos e garantir que a entrega aconteça conforme o prometido.
No acordo com a Shopee, todas as entregas dos produtos do Magalu serão realizadas pela Magalog.
Lançada em outubro de 2024 como operadora logística independente do grupo, a empresa atende clientes externos e registrou receita superior a R$ 3 bilhões em 2025, segundo o Magalu.
A ampliação das vendas em marketplaces parceiros também pode gerar mais volume para a operação logística, favorecendo o aproveitamento de sua estrutura.
Esse ponto merece atenção de quem deseja começar a vender online.
Não basta encontrar compradores. A operação precisa estar preparada para atender aos pedidos.
Por isso, escolher os canais certos, entender as regras de cada plataforma e organizar o processo de atendimento são etapas importantes para construir um negócio sustentável.
Se até o Magalu vende em vários marketplaces, por que você ainda não começou?
Aqui está o ponto mais importante dessa notícia para quem deseja entrar no e-commerce.
O Magazine Luiza já possui marca reconhecida, estrutura comercial, catálogo de produtos e operação logística. Mesmo assim, a empresa está expandindo sua presença para alcançar consumidores em plataformas de terceiros.
Isso mostra que vender em marketplaces não é necessariamente uma estratégia exclusiva de quem está começando.
Grandes empresas também utilizam esses canais para ampliar sua distribuição e alcançar novos públicos.
A diferença está na escala da operação, nos recursos disponíveis e na forma como cada negócio executa sua estratégia.
Para quem está começando, a oportunidade é construir uma operação compatível com sua realidade, sem precisar reproduzir toda a estrutura de um grande varejista.
Você pode começar com um catálogo adequado, escolher um canal de venda, aprender a cadastrar produtos corretamente e entender como funcionam preços, comissões, atendimento e entregas.
Com experiência e resultados, é possível avaliar a expansão para outras plataformas.
O importante é não transformar a falta de uma estrutura gigantesca em uma desculpa para nunca começar.
Preciso comprar um estoque para começar a vender?
Uma das principais barreiras para quem deseja entrar no comércio eletrônico é o investimento inicial.
Comprar mercadorias antecipadamente exige capital e traz riscos: o produto pode não vender como esperado, o dinheiro fica parado no estoque e ainda existem custos de armazenamento e operação.
Mas existe uma alternativa para quem quer começar sem manter mercadorias próprias.
O modelo de e-commerce sem estoque permite trabalhar com produtos disponibilizados por uma estrutura de fornecimento, sem precisar comprar antecipadamente cada item para armazená-lo por conta própria.
Isso não elimina todos os custos nem garante vendas. Ainda é necessário escolher produtos, definir preços competitivos, considerar taxas dos canais e acompanhar a operação.
A vantagem é reduzir a necessidade de investimento inicial em mercadorias e permitir que o empreendedor concentre seus esforços no desenvolvimento das vendas.
Como começar a vender online sem estoque
Para quem quer aproveitar as oportunidades dos marketplaces, o caminho pode começar com algumas decisões práticas.
Escolha os produtos com critério. Avalie a demanda, a concorrência, o preço de venda, as taxas e a margem possível antes de cadastrar qualquer item.
Conheça as regras do canal. Cada marketplace possui exigências específicas de cadastro, atendimento, envio, reputação e políticas comerciais.
Trabalhe com informações completas. Títulos claros, imagens adequadas e descrições precisas ajudam o consumidor a entender o que está comprando.
Acompanhe os resultados. Visualizações, conversões, cancelamentos, custos e margem são indicadores importantes para identificar o que funciona.
Expanda com planejamento. Depois de compreender a operação inicial, você pode avaliar novos marketplaces e canais de aquisição.
Não é necessário estar em todas as plataformas no primeiro dia. É mais importante começar com uma operação organizada e evoluir conforme os resultados.
Comece sua operação com o Seu Armazém Drop

A movimentação do Magalu reforça uma tendência: o comércio eletrônico está cada vez mais distribuído entre marketplaces, lojas virtuais, redes sociais e canais de conteúdo.
E essa expansão não está restrita aos grandes varejistas.
Com o Seu Armazém Drop, da 3Cliques, você pode começar a vender online sem precisar manter um estoque próprio, utilizando uma estrutura de produtos para desenvolver sua operação comercial.
Em vez de imobilizar dinheiro na compra antecipada de mercadorias, você pode direcionar seus esforços para aprender a vender, cadastrar produtos, escolher os canais adequados e construir sua presença no mercado digital.
A parceria entre Magalu e Shopee não significa que qualquer vendedor terá resultados automaticamente. Mas mostra que até grandes empresas procuram novas audiências para ampliar suas vendas.
Se os gigantes do varejo estão expandindo seus canais, talvez a pergunta não seja se vale a pena começar a vender online, mas o que está impedindo você de dar o primeiro passo.
Conheça o Seu Armazém Drop da 3Cliques e descubra como começar a vender online sem investir antecipadamente em estoque.